sexta-feira, junho 25, 2010

Restauração XL-125 S - Procuro peças

Salve Galera,

Quem acompanha o blog sabe que estou restaurando uma XL 125 ano 87, branca e estou precisando de várias pelas de acabamento. Tenho interesse apenas por peças ORIGINAIS, novas ou usadas em bom estado de conservação.

O que eu preciso:
- Paralamas dianteiro (é o mesmo da Xizelona);
- Carenagem do farol (é a mesma da Xizelona);
- Tampas laterais (filtro de ar e bateria), com ou sem faixas;
- Tampa do tanque e trava do capacete. Eu sei que tem uns kits com ignição + trava de capacete + trava de guidão + tampa do tanque, se tiver esse melhor ainda;
- Banco azul, com a inscrição XL;

Como eu disse, podem ser peças usadas desde que ORIGINAIS e em condições de uso ou com possibilidade de restauração.

Se alguém souber de algo serei grato. Pago preço justo e posso até dar uma bonificação a quem indicar.

Té+

domingo, junho 20, 2010

Mercado - maio 2010

Salve,

Alguns dados interessantes sobre o mercado de motos e automóveis depois fechamento do mês de maio de 2010.
  • A Fiat segue batendo a Volks, com 22,54% de participação de mercado*, contra 20,94%;
  • A Hyundai já ocupa a 7° posição* com 3,47%, superando Toyota (3,08%) e Peugeot (2,69%);
  • O Fiat Palio ocupa a 3° posição* nos mais vendidos, perdendo a 2° posição para o "irmão" Mille/Uno;
  • A Honda Motos ocupa a 1° posição* (jura??) com 77,24% de participação de mercado;
  • A Honda CB 300R ocupa a 4° posição no ranking das mais vendidas, com 31811 unidades*. A Yamaha Fazer 250 é a 5°, com 12530 unidades*;
  • Mesmo sendo vendida no modelo 2008, a Suzuki GS 500E, teve 118 unidades emplacadas*;

*: acumulado no ano de 2010

Só isso. Té+

sábado, junho 19, 2010

Restauração XL-125 S - Parte 2

Salve,

Seguindo a história da restauração da Xizelinha, as peças começam a chegar de várias partes do país (viva a internet!!). A seguir podem ver as caixas, as etiquetas de época, etc. Confesso que é excitante, é caro, dá trabalho, mas só quem começa a fazer uma restauração pode entender.















Por enquanto é isso, abraços e té+

terça-feira, junho 15, 2010

Restauração XL-125 S - Parte 1

Salve,

Minha história com motos é antiga, e tem uma moto em particular que está comigo de 1994 e que já me ajudou muito, e com a qual nunca tiver dor de cabeça, sempre valente e prestativa, essa é minha XL-125, que atualmente está abandonada numa garagem lá no sítio.

Por tudo que essa moto já me serviu, e pelo valor sentimental que ela tem, acho que estou sendo ingrato, por isso resolvi submetê-la a um processo de restauração. Obviamente, que não compensa em termos financeiros, pois as peças dessa moto, além de difíceis de achar, são caras, dadas a pouca disponibilidade. Com a grana que vou gastar comprava outra motinha, mas diz o ditado né :- "Mais vale o gosto de que o dinheiro no bolso".

Pelas minhas contas, devo gastar algo em torno de R$ 2.500,00 na restauração, somente com peças genuínas Honda, paralelo só em último caso mesmo, quando se esgotarem todas as fontes de busca. O que ajuda é que algumas peças de acabamento e periféricas são da XL-250, uma moto que teve bem mais saída que a XL-125, então dá pra usar. No motor é tranquilo, já que é o mesmo da ML e da Turuna. Porém, tem algumas que são específicas do modelo, e aí o bicho pega!

A seguir, algumas fotos atuais da XL-125, já em fase de desmontagem. Tá feio, eu reconheço, mas muita coisa é só sujeira, já que moto tá parada no sítio a mais de um ano. Detalhe, foi só por gasolina e dar umas 10 pedaladas, que pegou! Esse motorzinho é "soda"!





Após um primeiro levantamento, fiz a lista "grossa" da restauração:
  • Banco: o atual está podre não dá pra aproveitar e nem é mais original;
  • Amortecedores: são paralelos, não tem mais óleo, completamente estourados;
  • Escapamento: o atual é um "trail" barulhento e fora de padrão;
  • Carenagem do farol: ressecada e paralela, o da XL-250 é a mesma;
  • Tampas Laterais: estão boas fisicamente, mas são paralelas. Essas são difícies de achar!
  • Paralamas dianteiro: é ORIGINAL, mas está bem desgastado. Vou procurar um novo, em último caso eu restauro o dela mesmo;
  • Tampa do tanque: tá enroscando a trava, vibrando e vazando. Como é a mesma da XL-250 não deve dar muito trabalho pra achar;
  • Suporte e tampa de bateria: o suporte (caixa) precisa ser trocado, se eu não encontrar novo o que tem nela será submetido a uma funilaria de restauração. A tampa já encontrei e será trocada;
  • Miolo da chave: qualquer coisa abre ele, vou tentar encontrar o original e ver se tem compatilibilidade com o de outras motos, como a CG, por exemplo;
  • Aro traseiro: vou colocar o original. A medida é 18", o mesmo da Turuna/CG, relativamente fácil de achar;
  • Pneus: ainda não decidi se coloco os originais Pirelli MT-40 ou o Pirelli MT-70, mais moderninho, mais barato e mais On Road, vamos ver. Se for pelo lado da originalidade será o MT-40 mesmo;
  • Iluminação: as setas dianteiras precisam apenas de novas lentes, as traseiras serão substituídas, pois são paralelas. A lanterna traseira também não é genuína, é compatível com a da CG Titan de 90 a 00 e com a CBX Strada, será trocada. O farol ainda é o original;
  • Parte elétrica: o chicote ainda precisa ser inspecionado, mas está tudo funcionando, iluminação, buzina, sistema de carga, tudo certinho. Acho que será necessária apenas uma inspeção e limpeza dos contatos. Ví por aí que o pessoal costuma selar os conectores com silicone, talvez eu faça isso;
  • Motor: está bom ainda, já tem uma retífica (0,25 mm), vou apenas trocar alguns retentores e juntas. Se eu encontrar um cilindro original a preço bom eu compro e deixo guardado, e também um kit de pistão e anéis standard. Quando esse motor fundir troco tudo;
  • Pintura: vou fazer só o necessário, o que der retoque (quadro, por exemplo) não vou pintar. A idéia é não perder as marcas do tempo, e o que puder ser preservado da fábrica será mantido. O que for repintado será feito com alto padrão de qualidade;
Como dá pra ver, o trabalho será imenso, mas tenho certeza que o resultado será muito positivo, e daqui a alguns anos poderei me orgulhar da "magrela", e quem sabe, até colocar uma plaquinha preta na danada!

Té+

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Yamaha 2010

Salve,

Não deve ser novidade que a Yamaha lançou algumas novos modelos para esse ano. Aliás, um ano que está prometendo ser interessante para o consumidor que está interessado em subir um degrau na escala das duas rodas. Vamos a alguns comentários.


1. Crypton
A simpática cub (não é uma scooter) deve vir posicionada entre a medonha Honda Pop e a cara Honda Biz. É um modelo consagrado, que traz um novo motor de 115cc e algumas mudanças mecânicas para atender ao famigerado Promot3, além de um visual renovado.






2. Fazer 250
O excelente motor de 250cc, com camisas revestida de material cerâmico e pistão de alumínio forjado foi mantido. O novo modelo recebeu uma nova roupa, deixando seu visual mais atual. PESSOALMENTE eu não gostei, acho que ficou meio "frankenstein", parece que tem alguma coisa faltando, o conjunto não é harmonioso. É impossível não compará-la com a Honda CB300 e ver que esta última está muito, mas muito mais bonita. Pode ser que depois de vê-la pessoalmente meu conceito mude. O modelo antigo, por exemplo, não é nada fotogênico, fica horrível em fotos mas é muito bonito ao vivo. Independente do visual, é uma ótima moto, econômica, segura e com preço competitivo. Ah! Também recebeu freio a disco traseiro de série!






3. XJ6 N (nacked = nua) e XJ6 Diversion (carenada)
Bem, antes de mais nada, acho que a Yamaha está de parabéns ter tido um mínimo de ousadia (e um pouquinho menos de ganância) em lançar uma 4 cilindros com uma proposta mais multiuso, um motor mais manso e um preço relativamente justo, em se tratando do mercado brasileiro. Acho que o caminho é esse, nenhuma marca se torna líder de mercado ficando parada ou correndo atrás das demais. Visualmente eu a acho linda e mais bonita que a Fazer 600 (FZ6), tanto em sua versão N, quando em sua versão carenada. PESSOALMENTE eu acho que é um modelo que vai fazer muito sucesso, ainda mais se continuar com o preço sugerido (27.500 lulas) ou quem sabe, até menos. Eu acredito em Papai Noel pô!!






Té+

sábado, dezembro 12, 2009

De olho no combustível

Salve,

Eu sempre soube do problema que combustíveis adulterados ou de má qualidade podem causar a um veículo, hoje fui vítima dessa porcaria.
Aqui na minha cidade sempre abasteço o carro (que é flex) e a moto em postos de boa fama, e não tive nenhum problema até agora. Acontece que, no final de semana passado, fui a uma cidade vizinha e abasteci com álcool em um posto "desconhecido", apesar dele possuir a bandeira Shell. Vim embora e não notei nada demais.

Durante a semana comecei a notar que o carro não estava com o mesmo vigor de sempre, notei também um pequena vibração em marcha lenta, mas nada de alarmante, até hoje. De manhã quando liguei o carro, ele pegou mas falhando muito, e o barulho estava estranho, desempenho péssimo, pensei comigo: "fodeu!".

Fui dar uma volta pra ver se o negócio melhorava; nada! Aí fui até a concessionária, pois o carro tá na garantia, chegando lá o chefe da oficina ouviu o barulho do carro e deu o veredito: "é bico sujo ocasionado por combustível ruim!", declarou.

Honestamente, eu sabia que era problema de alimentação, mas poderiam ser várias outras coisas: vela, um cabo ruim, passagem de ar falsa, etc, etc. Então, pra desencargo, fui até um posto Shell aqui na minha cidade, de procedência (e de preço alto), e tasquei "cinquentão" de gasolina Shell V-Power. Rapaz! Vcs não imaginam o que aconteceu. O carro simplesmente ficou perfeito de novo. O barulho voltou ao normal, a falhação parou, o desempenho ficou ótimo. E olha que ainda tem bastante álcool no tanque, deve ter ficar meio a meio, entre a gasolina V-Power e a porcaria que coloquei antes. Vou terminar esse tanque e colocar V-Power de novo para limpar a coisa toda. Além do mais, vou economizar uma limpeza de bicos (desnecessária), pois isso não é coberto pela garantia.

Com isso cheguei a 2 conclusões:
  1. Sempre abasteça em postos de procedência
  2. Ao contrário do que dizem, gasolina aditivada vale a pena sim!
Eu sempre usei gasolina aditivada e vou continuar usando. Na minha moto anterior fiquei 3 anos sem mexer em carburador e agora estou em processo de recuperação da atual, já que peguei ela com marcha lenta instável, dando uns estouros e com desempenho péssimo. Depois de uns 2 meses usando gasolina aditivada (usava Texaco Plus com Techron, agora uso Shell V-Power) a marcha lenta é um piano, o desempenho está ótimo e o consumo lá embaixo. Enfim, ela limpou a garganta!

Fiquem de olho, combustível é coisa séria.

Té+


quinta-feira, outubro 15, 2009

Salão Duas Rodas 2009

Salve,

Depois de uma longa ausência, eis-me aqui novamente. No último domingo, dia 11, eu visitei o Salão Duas Rodas em SP; Menino, e como tinha gente! Não consegui registrar tudo que eu queria devido ao tumulto e ao tempo escasso. Abaixo tem algumas fotos, antes porém, algumas considerações:
  • Yamaha: cadê a Ténéré? Cadê a "nova" Fazer? De interessante só a V-Max e a moto do Rossi;
  • Suzuki: nada de novo, nadinha mesmo;
  • Kawazaki: das "grandes" uma das mais interessantes, modelos (a naked ER-6N e a motard D-Tracker 250) que prometem fazer sucesso;
  • Honda: como sempre, meio esnobe, os modelos já conhecidos e algumas propostas (como a CB3 para a CET) e a moto conceito Evo 6, com motor de Gold Wing;
  • BMW, Ducati, HD e cia: belas motos, como sempre;
  • Dafra: gostei da tal da Apache;
  • Sundown: tentando ressurgir, apresentou o modelo Fi 4 250cc, uma pequena esportiva pra concorrer com a Kasinski Comet GTR;
Seguem fotos:





















Depois publico mais.

Té+


sábado, setembro 05, 2009

Cenário do mercado

Salve,

Pois é, o preço não está sendo um entrave nas vendas da nova Honda CB 300R. Mesmo custando em torno de R$ 2.000 e R$ 3.000 a mais que a Fazer 2010, as vendas seguem em ritmo crescente. O que impressiona é que em apenas 2 meses de "vida" o modelo já vendeu mais que a Fazer durante todo o ano de 2009. E é bom a Yamaha se mexer, se vier mesmo a nova Suzukinha GSR 250 as coisas podem ficam ainda piores. Aliás, se o modelo vier mesmo e tiver garantia de um pós-venda eficiente, concessionárias preparadas e facilidade para se encontrar peças de reposição, certamente até a Honda será incomodada, pois o consumidor tem ficado mais consciente na hora da compra, e certamente vai crescer os olhos pra uma motoquinha bicilindrica, com um "rosnado" nervoso e alto desempenho.

Suzuki GSR 250 (projeção)


Vendas Julho/Agosto 2009



Vamos esperar.
Té +

sábado, agosto 29, 2009

Como é fabricado um capacete

Salve,

Estou em uma saga à procura de um novo capacete. Como é meu costume, eu pesquiso muito antes de comprar QUALQUER, afim de não me arrepender depois. Em minhas andanças na internet encontrei o vídeo abaixo, que mostra o processo de fabricação de um capacete. Postei aqui pois é no mínimo interessante.





Té+


sexta-feira, agosto 28, 2009

Cuidados ao se comprar uma moto usada

Salve,

Como dizem por aí: a fila anda! Mais cedo ou mais tarde, seja por necessidade, paixão ou impulso acabamos "metendo o pé na jaca" e comprando uma nova motoca. Seja de particular ou de garagem (tô fora! e tenho bons motivos pra isso...) alguns cuidados precisam ser tomados para não ter dor-de-cabeça no médio ou (na maioria das vezes) curto prazo. Veja a seguir alguns detalhes a serem observados na hora da compra:
  • Aparência: analise a moto do ponto de vista estético, se não apresenta plásticos queimados de sol, particularmente olhe os dizerem dos punhos (ali onde ficam os controles de seta, luz, etc), painel e setas, que são as partes mais que mais "sentem" o sol. Se estiverem esbranquiçados é sinal de que a motoca tomava muito sol. Eu particularmente não gosto disso. Olhe também se não apresenta amassados e riscos no tanque, ralados indicam queda, riscos que atingiram apenas o verniz podem ser removidos com um polimento sem maiores problemas. Veja se o motor não está "lavado" demais por produtos químicos (solupan e cia) que são ótimos para enferrujar os parafusos com o tempo. E lembre-se: aparência é fundamental na hora da revenda! E será que o proprietário que não cuida da aparência cuida da mecânica?
  • Quilometragem: depende muito. Se estiver com alta quilometragem mas tiver sido bem cuidada então está tranquilo. Por cuidado entenda-se trocas de óleo (e filtro, se tiver) segundo o manual do proprietário e filtro de ar sempre limpo. O óleo principalmente, não pode faltar, é o sangue do motor. Pra saber se uma moto está muito rodada eu recomendo a você fazer a seguinte conta: 50 km por dia é uma média tranquila. Isso dá mais ou menos 1.500 Km mês, ou 18.000 Km ano. Logo se uma moto tiver 3 anos de uso e mais de 54.000 km pode ser problema, mas ainda assim isso depende muito. Aliás, engana-se quem pensa que pequenos trajetos "judia" menos da moto, muito pelo contrário, o óleo não atinge a temperatura ideal e não lubrifica direito, aí vc já sabe né. Sendo assim, motos "de rodovia" podem até estar mais rodadas que algumas motos "de cidade", porém o motor pode estar em melhores condições. Cuidado com quilometragens mentirosas, muita gente inescrupulosa altera isso. Moto com quilometragem muito baixa para o ano pode ser um sinal de alteração. Se desconfiar, analise as pedaleiras e as manetes, pois a menos que as tenham trocado também elas denunciam o uso.
  • Motor: bom mesmo é levar em um mecânico de confiança, mas e se não tiver um por perto? Esses tempos comprei uma moto uma cidade em que não conhecia nenhum mecânico, aí tiver que me virar. Vamos lá: motor é melhor se analisar quente, cuide pra que ele esteja aquecido para a inspeção. Deixe a moto funcionando em marcha lenta, ela deve ser firme e realmente lenta. Uma marcha lenta muito alta pode esconder uma compressão ruim (leia-se motor fraco). Se abaixe e ouça se não há barulhos metálicos no motor. Pequenos estalinhos fininhos do tipo "tec-tec" indicam válvulas desreguladas, não há motivo para pânico. Batidas mais fortes não são um bom sinal, podem ser uma infinidade de problemas, evite. Acelere (não precisa tirar de giro hein mané!) e desacelere o moto repetida e rapidamente, não adianta dar uma aceleradona só, tem que ficar bombando (ui), e note se ele "fuma". Fumaça branca indica queima de óleo, fumaça preta indica excesso de combustível, que se resolve com uma boa limpeza e regulagem do sistema de alimentação. Uma dica simples: passe o dedo no interior do escapamento (ui de novo) e limpe, se ficar oleoso e for difícil de limpar é pq tá queimando óleo, se limpar fácil e ficar apenas resíduos de carvão então tudo certo.
  • Transmissão: o preço da relação (coroa, pinhão e corrente) depende muito do modelo da moto, a dica é quanto mais nova melhor. O que pode ser problema é câmbio/embreagem, dê uma volta com a moto e veja como são as trocas de marcha. As trocas devem ser suaves e fáceis, e principalmente não devem fazer barulho de metal, um pequeno "clec" é absolutamente normal, estalos não. Se as trocas estiverem difíceis e duras pode ser embreagem ruim ou desregulada. Quando o óleo está velho, próximo da troca, as mudanças também podem ficar ruins, observem isso.
  • Pneus e rodas: assim como no caso da relação, varia muito, e vale a máxima do quanto mais novos melhor. Eles também podem denunciar quilometragem alterada. Ex: um pneu roda entre 10.000 e 20.000 Km, sendo que o dianteiro sempre roda mais que o traseiro. Assim, se a moto estiver digamos com 8.000 Km e já tenha trocado o pneu, suspeite, pode ter coisa errada aí. Se a moto tiver rodas de liga tome cuidado com amassados e reformas, podem esconder uma avaria anterior.
  • Quadro (chassi) e suspensão: observe nos pontos de solda quanto a oxidação (ferrugem) e possíveis trincas. Observe bem todo o quadro, se tiver como, remova o banco, e mesmo as laterais, para uma melhor inspeção. A suspensão não deve apresentar vazamentos, as bengalas dianteiras não devem estar riscadas. Ande com a moto em um terreno irregular, a moto não deve bater ou ter rangidos em excesso, não deve ser dura nem mole demais, isso demostra desgaste de componentes. O guidão deve ficar perpendicular à roda dianteira, se a roda ficar alinhada e o guidão ficar "apontando" para algum lado é sinal de que a moto pode ter sofrido alguma batida ou queda mais séria. Observe também se moto não faz dois rastros, ou seja, com ela andando em linha reta o pneu traseiro deve rodar na mesma linha que o dianteiro. Pra isso basta olhar ela por trás, obviamente andando.
  • Parte elétrica: o funcionamento da parte elétrica é o mais fácil de analisar. Basta olhar faróis, piscas, buzina, etc. Dê algumas (não muitas) partidas (se for elétrica, óbvio) para ver como a bateria se comporta. Se algo não funcionar bem chora aquele descontinho com o vendedor.
  • Documentação: uma consulta superficial pode ser feita em alguns sites na internet e mesmo no site do Detran, basta ter o nro. do Renavam. Para uma busca mais detalhada é melhor ir a um despachante, que pode fazer uma consulta completa, afim de ver registro de multas, alienação (dívida) financeira, roubo e etc.
Pra finalizar, o comprador precisa ter olho vivo. Por exemplo, na hora de levar num mecânico, leve num mecânico de confiança SEU, não do vendedor, procure analisar a moto longe do vendedor afim de evitar constrangimentos. Não podemos ser ingênuos nessas horas, não tenha pressa e não se iluda com preços muito abaixo do valor de mercado, eles podem esconder armadilhas. Bem, espero ter ajudado. Boa compra e boa sorte!

Té+

domingo, agosto 02, 2009

Fazer 2009 / 2010

Salve,

Falaram, desfalaram, zuaram, apostaram que não era, mas podem se "conformar" essa é mesmo a Fazer 2009/2010, 100% certeza! Apesar de não estar ainda no site da Yamaha, hoje vi o modelo em uma ação de vendas da Yamaha.

Como eu estava com horário marcado, não pude parar para "espicular" os vendedores, mas pelo que pra notar as únicas mudanças foram mesmo o escapamento a la YBR Factor e setas da Fazer Limited Edition, além de mudança no fundo do painel e só! Pelo que se vê, esse ano vai ser difícil para as concessionárias Yamaha.

Como a esperança é última que morre, já-já os xiitas falarão que está vindo aí a Fazer 350, a FZ 250 ou algum outro modelo imaginário.

Té+

segunda-feira, julho 27, 2009

27 de julho - dia do motociclista

Salve,

Pois é, hoje (27/07) é dia do Motociclista. Parabéns a todos o profissionais, amadores, pilotos e amantes das 2 rodas.

Té+

sexta-feira, julho 10, 2009

CB 300R Semeando a discórdia - Parte II

Salve,

Aqui estou novamente falando da CB 300R e não vou negar, eu gostei dessa motoca! Eu não nenhum xiita apaixonado, não tenho marca preferida, compro o modelo (indepedente da marca) que oferece o melhor custo x benefício dentro daquilo que espero da moto, e pronto! E como quase-futuro-dono de uma CB300 estou pesquisando muito sobre ela, lendo foruns, analisando os testes (os sérios, sem jabá) e o que se vê de mer... escrita não tá no gibi. E não é só dos "mecânicos" de fim de semana não, a imprensa dita "especializada" tambem faz das suas.

No mês passado, uma importante publicação brasileira sobre motos dizia que comparar a Honda CB3 com a Yamaha Fazer 250 era covardia. A mesma publicação neste mês fez um comparativo entre as duas e meio que encheu a bola da Fazer 250. Estranho, né? Não tá querendo fica mal na fita com nenhuma fabricante, deve ser isso.

O que mais me impressiona é ver como a maioria das pessoas avaliam uma moto pela sua velocidade final. Eu me pergunto qual o percentual de uso de uma moto em velocidade máxima, 1%, 2%, 3%? Com certeza é bem pouco. Consumo, valor de revenda, liquidez, custo de manutenção, durabilidade, isso tudo é o de menos, eu quero é ver quando dá! Isso PRA MIM significa muito pouco, talvez pra maioria signifique alguma coisa.

Ainda com relação a minha pesquisa sobre a CB3, vi que a comparação com a Yamaha Fazer 250 é inevitável, e acho até saudável essa comparação, afinal a Fazer é um ótimo parâmetro de comparação, sendo a excelente moto que é. E nessa hora o que mais se compara é, adivinhem? Velocidade, claro.


Através de vídeos e testes, temos visto que a CB300 com certa dificuldade chega aos 150~155 Km/h, no VELOCÍMETRO, penso que ela deve atigir algo em torno de 130~135 Km/h REAIS, dependendo das condições, como peso do piloto, vento, etc., mas que ainda é pouco em relação a Twister ou Fazer, afinal elas são 250cc caramba! Se bobear a CB3 leva pau até de 150cc. É claro que isso é um exagero.

Eu não vou negar que, apesar de ter gostado da moto, fiquei frustrado com o desempenho (e com o preço!), mas antes de sair por aí esbravejando, eu fui investigar o porque disso. E descobri um culpado: PROMOT3. Com as regras antipoluição cada vez mais severas, o desempenho tem ficado cada mais prejudicado. E é nessa hora que os entendidos esquecem de uma coisa ao comparar a Fazer com a CB3: a Fazer NÃO SE ADEQUA ao PROMOT3. Ou por qual motivo a Yamaha estaria adiando tanto o lançamento da Fazer 2009/2010? Ela ainda está adequando/testando o modelo, e quando ela sair, aí sim poderemos comparar com igualdade (desconsiderendo-se as 41cc que separam seus motores) as duas motos. Lembrem-se que a YBR Factor PERDEU 1,5cv em relação ao modelo 2008, pois não é nada fácil manter o desempenho com o motor sendo estrangulado por um catalizador. E olha que a YBR ainda manteve o carburador, com injeção perderia ainda mais.

Mais um vez eu digo: não sou hondeiro, nem yamaheiro, e acho ridículo quem assume uma posição assim. Acho que devemos ser coerentes e conscientes antes de sair falando asneiras por aí. Comparações, testes e críticas são as armas que nós consumidores dispomos para escolher onde vamos pôr nosso suado dinheirinho, mas tudo isso deve ser muito bem embasado, sempre.

Té+

quarta-feira, junho 24, 2009

Sundown 250

Salve,

Como diz o ditado, a corda sempre estoura do lado mais fraco, e com essa crise que assola as vendas (leia-se dificuldade em obter crédito) as marcas com menor participação no mercado andam sofrendo.

Veja o caso da Sundown, corre-se um boato de que ela pode se "fundir" com a Dafra, o que pode ser interessante pras duas. O mérito nesse caso é todo da Dafra, que em pouquissímo tempo já atropelou a mesma Sundown e ameaça até a Suzuki. Bem, vamos ver no que dá isso, tem que esperar mesmo, já que fala-se tanto

Ainda no campo das expeculações e falando de Sundown, (dizem que) está vindo por aí um novo modelo street com motor de 250cc flex. Se isso for acontecer mesmo será muito bom para o mercado, quanto mais modelos melhor.

Andam circulando algumas imagens, aí embaixo eu coloco uma. Se for essa aí mesmo, confesso que acho de gosto meio duvidoso, meio quadradona, não gostei não, mas gosto não se discute.


Suposta Sundown 250 com farol "não identificado"

Suposta Sundown 250 com farol redondo

Até+


quarta-feira, junho 03, 2009

Validando Campos no Delphi

Salve,

Um coisa particularmente chata (porém fundamental) é a validação dos campos de um Dataset antes do salvamento. Afim de evitar o uso de estruturas condicionais (vulgo IF) desenvolvi uma rotina que faz essa validação de forma simples, bastando apenas a configuração de algumas propriedades e o uso de apenas um evento.

A primeira coisa a se fazer é setar através do FieldsEditor a propriedade Required dos campos que serão obrigatórios. Aproveite e ajuste também a propriedade DisplayLabel, que será usada pela rotina de validação para exibir uma mensagem amigável ao usuário. A seguir pode ser visto como deve ficar cada campo obrigatório no FieldsEditor:



Agora é necessário criar a function que fará a checagem dos campos. Abaixo temos seu código:

function TfrmExemplo.CheckFields(Dataset: TDataset): Boolean;
var i: Integer;
begin

i := 0;
Result := True;

for i := 0 to Dataset.Fields.Count - 1 do
begin
if (Dataset.Fields[i].Required) and (Dataset.Fields[i].IsNull) then
begin
MessageDlg('
O campo ' + Dataset.Fields[i].DisplayLabel + ' não foi informado!', mtWarning, [mbOk], 0);
Result := False;
Break;
end;
end;

end;

Como podemos ver, a função recebe como parâmetro um TDataset, que pode ADO, DBX, BDE, ClientDataSet, enfim, um Dataset. Dentro dela o campos são varridos e aqueles que forem obrigatórios e tiverem valor = nulo será considerado inválido. Neste caso, a função retorna false.

Feito isso, o próximo passo é codificar o evento OnBeforePost do Dataset, para que através da nossa function, o salvamento seja impedido em caso de algum campo em branco.


procedure TfrmExemplo.cdsImpostoDespesaBeforePost(DataSet: TDataSet);
begin

if (CheckFields(Dataset) = False) then
begin
Abort;
end;

end;

Pronto! Agora, sempre antes do salvamento, os campos de nosso Dataset serão validados e, caso algum campo obrigatório tenha ficado em branco, uma mensagem será exibida. A figura a seguir mostra um cadastrinho onde o usuário tentou salvar e deixou um campo obrigatório em branco. Notem que o registro continuará em edição. Ah! Vc pode compartilhar o evento entre vários Datasets, assim a mesma função valida qualquer campo. Bacana né?



Té+

PS: o crédito pela formatação do código fonte é do programinha Delphi2Html, desenvolvido pelo colega Diego Silva.

segunda-feira, junho 01, 2009

CB 300R versus CBX 250 Twister

Salvem,

Agora não é mais especulação. A Honda anunciou oficialmente as substitutas da Twister e da Tornado. São elas: CB 300 R e XRE 300 respectivamente.


Os modelos causaram muito alvoroço no meio motociclístico, despertando paixão e ódio antes mesmo de seus lançamentos. Aliás, há muito tempo esse é um dos assuntos mais "bombantes" nos fóruns e rodinhas de amantes das duas rodas. O que a Honda estaria planejando, como seriam os modelos, e a cilindrada?

Sem sombra de dúvidas o modelo mais esperado era o da substituta da Twister, uma moto que era (e talvez ainda seja) o primeiro patamar de quem quer dar o primeiro passo acima das 125/150cc. O novo modelo enfim chegou, e como não poderia ser diferente, trazendo um pacotão de mudanças, tanto em design, quando em mecânica e ciclística.

Na internet há fotos aos montes - aqui temos algumas - onde as mudanças de design podem ser vistas. Mas e o restante? Como ficou a mecânica da nova "motona"? Para acalmar um pouco a curiosidade fizemos um comparativo (bem limitado) entre as fichas técnicas da recém-nascida CB 300R e a saudosa CBX 250 Twister. Vamos aos números.

CB 300 RCBX 250 Twister
MotorDOHC, 291,6cc, monocilíndrico, 4 tempos, 4 válvulas, arrefecido a ar, com radiador de óleoDOHC, 249cc, monocilíndrico, 4 tempos, 4 válvulas, arrefecido a ar, com radiador de óleo
Potência Máxima26,53 cv a 7.500 rpm24 cv a 8.000 rpm
Torque Máximo2,81 kgf.m a 6.000 rpm2,48 kgf.m a 6.000 rpm
Diâmetro x Curso79,0 x 59,5 mm73,0 x 59,5 mm
AlimentaçãoInjeção eletrônica de combustível PGM-FICarburador VEA2A, Venturi de 30,1 mm
Relação de Compressão9,0 : 19,3:1
Sistema de LubrificaçãoForçada, por bomba trocoidalForçada, por bomba trocoidal
Sistema de IgniçãoEletrônicaEletrônica
Bateria12V – 6 Ah12V – 6 Ah
Farol (Alto/Baixo)60/55W - lâmpada halógena35/35W - lâmpada halógena
Sistema de PartidaElétricaElétrica
Capacidade do Tanque18 litros (3,0 litros de reserva)16,5 litros (reserva 2,5 litros)
Óleo do Motor2,0 litros (1,5 litro para troca)1,8 litros
Transmissão5 velocidades6 velocidades
EmbreagemMultidisco em banho de óleoMultidisco em banho de óleo
Suspensão DianteiraGarfo telescópico com 130 mm de cursoGarfo telescópico com 130 mm de curso
Suspensão TraseiraMonoamortecida com 105 mm de cursoMonoamortecida com 100 mm de curso
Freio DianteiroDisco simples de 276 mm de diâmetro Cáliper de duplo pistãoDisco simples de 276 mm de diâmetro
Freio TraseiroA tambor com 130 mm de diâmetroA tambor com 130 mm de diâmetro
Pneu Dianteiro110/70 – 17M/C 54H (sem câmara)100/80 - 17 M/C 52S (sem câmara)
Pneu Traseiro140/70 – 17M/C 66H (sem câmara)130/70 - 17 M/C 62S (sem câmara)
ChassiBerço semiduploBerço semiduplo
Altura do Assento781 mm782 mm
Altura Mínima do Solo183 mm162 mm
Dimensões (Comp. x Larg. x Alt.)2.085 x 745 x 1.0402.031 x 746 x 1.057 mm
Entre-eixos1.402 mm1.369 mm
Peso Seco143 kg139,7 kg


Vai aqui MINHA opinião sobre algumas das mudanças. Ela é PESSOAL, portanto pode não refletir o que a maioria pensa sobre elas:
  • Retrovisores cromados: nada a ver. Não há detalhes cromados na moto, de onde tiraram esse negócio?
  • Balança traseira em aço: um retrocesso, pq não deixaram a firme e bela balança em alumínio da Twister?
  • 5 marchas: significa uma evolução. Muitos devem achar isso uma heresia, mas saibam que a Twister tem 6 marchas para poder compensar o torque e potência que chegam mais tarde (altos giros), já que seu motor de 4 válvulas privilegia altas rotações e é mais "chocho" em baixas. A injeção e o maior torque da CB 300 permitem o uso de apenas 5 marchas sem prejuízo para a velocidade final e dirigibilidade no cidade. Além disso, convenhamos que é um saco ficar trocando de marcha todo o tempo.
  • Farol: o da Twister é ruim, o da CB 300 tem quase o dobro da potência e um defletor aprimorado, certamente vai iluminar bem mais.
  • Escapamento: assim como o retrovisor, não combina com o conjunto. Deveria ser fosco (em tom alumínio) ou preto.
  • Painel: um primor! Aquele "conta-girão" (o nome certo é tacômetro) analógico no centro é show de bola. O velocímetro digital também é moderno e agradável.


Por enquanto o que dá pra comentar é isso. Vamos esperar chegar na concessionária pra dar uma volta e ter mais impressões.

Té+